"Quanto custa um site?" é como perguntar "quanto custa um carro?" — depende inteiramente do que você precisa. Mas dá pra explicar exatamente quais fatores mudam esse preço, pra você entender se um orçamento faz sentido antes de fechar com qualquer fornecedor.

Por que não existe um preço único

Um site institucional simples de uma página não tem o mesmo custo de um site com blog, formulários, integração com WhatsApp e otimização técnica de SEO. A diferença de preço geralmente não está no "design bonito" — está no que acontece por trás: como o site é construído, se ele carrega rápido, se está preparado para aparecer no Google, e quem vai cuidar dele depois de pronto.

Vale explicar o que "SEO" significa na prática, porque é aí que mora boa parte dessa diferença de preço: SEO é o que decide se o seu site aparece nas buscas do Google de graça, sempre que alguém procurar o que você oferece — é o chamado tráfego orgânico. Diferente de um anúncio pago, que some assim que a verba acaba, o tráfego orgânico continua trazendo visitante meses ou até anos depois do site pronto, sem custo por clique. Um site sem essa configuração técnica pode até custar menos hoje, mas simplesmente não aparece pra ninguém no Google — e aí o barato sai caro.

6 fatores que realmente mudam o preço

1. Tipo de site: institucional ou landing page

Nem todo projeto é um "site" no sentido completo. Uma landing page é uma página única e temporária por natureza — feita pra uma campanha específica (uma promoção, um anúncio, o lançamento de um produto) e geralmente substituída ou desativada quando a campanha termina. Já um site institucional, mesmo o mais simples, é a presença permanente da empresa — existe pra apresentar o negócio como um todo, não uma ação isolada. São propósitos diferentes, e isso é o que justifica a diferença de preço entre os dois, mais do que o número de páginas em si.

2. Número de páginas e complexidade

Dentro de um site institucional, uma página única (Home com todas as seções) custa menos do que um site com páginas separadas — Sobre, Serviços, Artigos, Contato com formulário. Cada página adicional é mais conteúdo pra escrever, revisar e otimizar.

3. Design personalizado x modelo pronto

Templates prontos (WordPress, Wix, Canva) são mais baratos, mas limitam a identidade visual e costumam carregar mais lento — o que prejudica tanto a experiência do visitante quanto o ranqueamento no Google. Um site feito sob medida, com código limpo, custa mais no início e compensa depois: carrega mais rápido, fica mais fácil de otimizar e não fica "parecido com qualquer outro".

4. SEO técnico incluso desde o início

Aqui mora a maior armadilha dos orçamentos baratos. Um site sem configuração técnica de SEO (dados estruturados, sitemap, Open Graph, Google Search Console) pode ficar bonito e mesmo assim não aparecer no Google. Adicionar isso depois é mais caro e mais trabalhoso do que fazer certo desde a primeira linha de código. Landing pages fogem um pouco dessa regra — como costumam trabalhar junto com anúncios pagos, o peso do SEO orgânico é menor, mas a velocidade de carregamento continua decisiva (inclusive pro custo por clique do anúncio).

5. Domínio e hospedagem

Esse custo é separado do projeto do site e é recorrente (mensal ou anual) — mas afeta diretamente a velocidade e a estabilidade. Hospedagem barata demais costuma significar site lento ou fora do ar com frequência, o que afasta cliente e prejudica o SEO. Existem dois modelos comuns:

  • Você é dono da conta: domínio e hospedagem ficam no seu nome, você recebe a orientação de configuração e paga o provedor diretamente. Mais controle, sem mensalidade extra para o fornecedor do site.
  • O fornecedor hospeda para você: o site fica numa conta de hospedagem do próprio fornecedor, com uma mensalidade que já inclui hospedagem e manutenção. Mais prático — você não lida com nada técnico — mas exige confiar que o fornecedor vai continuar disponível no futuro.

Nenhum dos dois é "o certo" — depende de quanto você quer se envolver com a parte técnica.

6. Manutenção contínua

Site pronto não é site "terminado para sempre". Atualizações de conteúdo, novos artigos, revisão de SEO e ajustes de segurança fazem parte de manter o site funcionando — e trazendo resultado — com o tempo.

Faixas de investimento

Não existe uma tabela fixa aqui de propósito — os 6 fatores acima mudam o valor final de forma real, então o orçamento certo é sempre feito sob medida, depois de entender o que o seu projeto precisa.

Quer saber quanto custaria o seu caso específico?

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O que é o pacote "Site + Google Meu Negócio + Tráfego Pago"

Tráfego pago é a estruturação de campanhas de anúncios (Google Ads, principalmente) pra colocar sua empresa no topo das buscas de quem já está procurando o que você oferece. Diferente do SEO orgânico, que leva tempo pra construir, o tráfego pago traz visibilidade imediata — você paga por clique, e aparece na hora. O pacote completo combina três coisas trabalhando juntas: o site (pra onde o anúncio leva a pessoa), o Google Meu Negócio (pra aparecer também no mapa e nos resultados locais) e a própria campanha de anúncios. Por envolver escopo variável — quanto investir em mídia, quantas campanhas, por quanto tempo — esse pacote é sempre orçado sob consulta, depois de entender o objetivo específico do negócio.

Importante: tráfego pago não é exclusivo desse pacote — dá pra rodar uma campanha de anúncios apontando pra uma landing page ou pra um site institucional simples também. O pacote completo existe pra quem quer tudo resolvido de uma vez (site novo + presença no mapa + anúncios), mas se você já tem um site (mesmo simples) e só precisa de tráfego pago, isso também é orçado separadamente, sem precisar refazer o site.

Sinais de que um orçamento está fora da realidade

  • Preço muito abaixo da média sem explicação — geralmente significa template genérico, sem SEO e sem suporte depois da entrega.
  • Ninguém menciona hospedagem ou domínio — esses custos existem sempre; se não aparecem no orçamento, vão aparecer depois como surpresa.
  • Prazo de entrega irreal — um site institucional completo, bem feito, dificilmente sai em 2 ou 3 dias.
  • Sem nenhuma explicação técnica — se o fornecedor não consegue explicar como o SEO vai ser configurado, provavelmente não vai ser.

O que "SEO técnico" inclui na prática

Quando falamos em SEO técnico, não é um conceito vago — é um conjunto específico de ferramentas configuradas corretamente desde o lançamento do site:

  • Google Search Console — mostra pro Google que o site existe, envia o mapa de páginas (sitemap) e sinaliza problemas de indexação antes que eles afetem o ranqueamento.
  • Google Analytics — mede de onde vêm os visitantes, o que eles fazem no site e em que ponto desistem, dado essencial pra saber se o site está funcionando de verdade.
  • Google Perfil da Empresa (Maps) — conecta o site à presença no mapa, essencial pra buscas locais como "perto de mim".
  • Google Ads — quando faz sentido investir em tráfego pago, um site tecnicamente bem construído custa menos por clique e converte mais, porque o próprio Google avalia a qualidade da página de destino.

Essas ferramentas não substituem um bom site — mas sem elas configuradas corretamente, fica impossível saber se o site está trazendo resultado ou só existindo.

Como a ELEVE TI trabalha

Todo site que sai daqui já nasce com SEO técnico configurado — não como um ajuste de última hora. E como a mesma consultoria cuida da parte de infraestrutura, a orientação sobre domínio e hospedagem já vem incluída na conversa, sem custo escondido nem surpresa depois.

Quer um orçamento real pro seu caso, com clareza? Me conta o que você precisa.

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Escrito por Sérgio Leite

Engenheiro de Computação e responsável técnico da ELEVE TI, com mais de 20 anos de experiência em infraestrutura de TI e desenvolvimento de sites.

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